"Here", Salif Keita (Mali) - afropop, mandingo
Salif Keita abre o programa desta semana com o tema “Here”, uma versão remisturada pelo francês Frédéric Galliano, extraída do álbum “Remixes From Moffou”. Exímio guitarrista, Salif Keita começou a sua carreira nos anos 60 na Rail Band e nos Ambassadeurs. Com a sua aproximação ao rock, ao jazz e à soul, o músico do Mali inaugurava o conceito de afropop. Em 2002 lança o álbum “Moffou” e inicia uma nova carreira, antecipando o renascimento da música tradicional mandingo e dos seus principais instrumentos, como a ngoni (espécie de guitarra mourisca), o balafon (xilofone ancestral) ou o calabash (instrumento de percussão). Mais tarde, neste “Remixes From Moffou”, DJ’s e produtores como Gekko, Ark, Cabanne, Tim Paris, The Boldz, Luciano, La Funk Mob, Charles Webster, Doctor L, Cyril K e Paul St Hilaire adaptam a música de Salif Keita aos cânones da electrónica, acrescentando-lhes novos instrumentos e atmosferas sonoras influenciadas pelo funk, house, dub e drum’n bass. Foi precisamente isso o que o francês Frédéric Galliano fez neste tema. Pioneiro na mistura da música africana com a electrónica, em 1998 Galliano faz a sua primeira viagem a África, criando dois anos mais tarde a editora Frikyiwa, na qual viria a juntar artistas africanos que conhecera ao longo das suas jornadas. Desde então que participa em diferentes projectos com diversas bandas como o Frédéric Galliano Electronic Sextet (que mistura o jazz com a música electrónica), Nahawa Doumbia (cantora e banda do Mali com quem começou por explorar a relação entre a música electrónica e africana), Néba Solo, a Orchestre Maquisard International e The African Divas."Leiley [Transglobal Underground Remix]", Dania (Líbano) - arabic music
"Azara Alhai", Rasha (Sudão) - jazz fusion, sudan folk
"Yann Derrien", Carlos Núñez (Espanha) - celtic musicA viagem musical continua com o tema “Yann Derrien”, de Carlos Nuñez, provavelmente o mais conhecido gaiteiro galego de sempre, que encabeça uma lista tradicionalmente reservada a escoceses, irlandeses ou bretões. Considerado o Jimi Hendrix da gaita e exímio tocador de flauta, whistle e ocarina, este produtor e compositor, natural de Vigo e apaixonado pelos poemas de Rosalía de Castro, começou a tocar gaita aos oito anos. O sucesso estrondoso do seu primeiro disco “A Irmandade das Estrelas”, gravado em 1996 e que vendeu mais de cem mil cópias em Espanha, chamou a atenção para a música tradicional galega. Carlos Núñez adiciona-lhe então uma visão mais aberta, aproveitando a ligação histórica desta à música latina vinda da América através da imigração, à medieval europeia recebida pelo caminho de Santiago e aos sons orientais do sul. Em todo o mundo, Carlos Núñez e a sua banda já venderam mais de um milhão de discos, algo reforçado depois do êxito da banda sonora de Mar Adentro. Em "Un Galicien en Bretagne" este conta de novo com a colaboração de alguns dos mais importantes nomes da folk europeia, caminho aberto em 1989 depois do convite dos The Chieftains para participar na banda sonora do filme "A Ilha do Tesouro", que o nomearam sétimo elemento do grupo. Com as suas participações nos festivais celtas em França, Carlos Núñez tornou-se no mais bretão dos galegos. Neste álbum, editado em 2003, reencontra-se com o bretão Alan Stivell e o catalão Jordi Savall, mobilizando outros artistas galegos devido ao Prestige, tragédia ambiental que um ano antes afectou as costas espanhola e francesa.
"Danza dos Esqueletes", Luar Na Lubre (Espanha) - celtic folk
Regresso à Galiza com os embaixadores da folk celta contemporânea, que a 22 de Julho vão estar no festival Tom de Festa, em Tondela. Naturais da Corunha, os Luar Na Lubre trouxeram-nos o tema “Danza dos Esqueletes”, extraído do álbum “Saudade”, editado este ano. Uma música que presta homenagem aos gaiteiros que tiveram de deixar a sua terra e com eles levaram a sua música, como são os casos de Manuel Dopazo, Castor Cachafeiro e Antonio Mosquera. Com nove trabalhos editados, os Luar na Lubre defendem a cultura, a tradição e a música galegas, sem fecharem portas às influências externas. O grupo é uma presença constante em muitos festivais em Espanha e na Europa, mas a sua aposta centra-se agora na América do Sul, de onde emana a música que integra o seu último álbum. Bieito Romero, Patxi Bermúdez, Xulio Varela e Xan Cerqueiro são os quatro elementos que restam da banda original, criada em 1986 e que dez anos depois saltava para a ribalta internacional com o apadrinhamento de Mike Oldfield no seu disco “Voyager”. Neste trabalho os Luar na Lubre resgatam velhas melodias e harmonias melancólicas, bem como poemas de García Lorca e de autores galegos da emigração, utilizando-os em temas que falam de nostalgia, do exílio e da saudade. Tudo numa homenagem à Galiza que chegou à América Latina e se fundiu com a cultura daquele continente.
"Les Yeux Noirs", Coco Briaval (França) - gypsy swing, jazz, bluesA jornada prossegue com o guitarrista Coco Briaval, que nos traz o tema “Les Yeux Noirs”, extraído do álbum “Musique Manouche – Gypsy Music”, editado em 1996. Nos anos 60 e antes de se instalar no sul de França, Coco Briaval foi um dos maiores nomes do jazz parisiense, tendo tocado lado a lado com músicos reputados como o saxofonista americano Dexter Gordon ou o soul singer Otis Redding. Com a gravação de um primeiro disco, revelava-se o talento precoce dos irmãos Briaval, três adolescentes que então formaram Coco Briaval Gypsy Swing Quintet, homenageando grandes compositores e intérpretes de jazz como Charli Christian e Wes Montgomery. O desafio era tornar a tradição do jazz acessível a todos os públicos, mostrando o carácter familiar do gypsy swing, tal como Django Reinhardt o fez com o seu génio instrumental e talentosa composição. Um sonho que acabou por ser realizado por estes rapazes de origem piemontesa do lado da mãe (ciganos de etnia sinti) e anglo-húngaro do lado do pai (ciganos alemães). Com os seus dois irmãos René e Gilbert na guitarra e na bateria, o seu filho Zézé no saxofone e ainda Guitou no contrabaixo, Coco Briaval propõe uma visão de Django sem clichés. Eles mergulham na música cigana de etnia sinti, transmitida de geração em geração, mas resgatada para o presente numa orquestração original, deixando-se influenciar também pelo swing e pela música contemporânea.
"Sempre Di Domenica", Daniele Silvestri (Itália) - pop, rock, funkNa sua estreia no programa, Daniele Silvestri apresentou-nos o tema “Sempre Di Domenica”, extraído do seu álbum “Unò Dué”, editado em 2002. Este cantor italiano, autor de conhecidos temas de música ligeira, mergulha no imaginário contemporâneo linguístico e musical daquele país para emergir com canções refinadas. Natural da cidade de Roma, onde nasceu em 1968, o cantautor italiano mais apreciado do panorama actual fez parte de numerosos grupos musicais. Em 1994 lança o primeiro álbum a solo, conquistando a atenção do público. Um dos temas permite-lhe então participar no Festival de Sanremo, onde conquistaria vários prémios da crítica. Nos temas incluídos neste trabalho, o sexto da sua carreira, Daniele Silvestri confirma a sua qualidade enquanto autor, servindo-se de ironia quanto baste e cruzando a música pop com o rock e o funky.
"One For Senegal", Touré Kunda (Senegal) & The Pleb (Itália) - afro-rock, mbalaxO italiano The Pleb propõe-nos agora uma ponte com o Senegal na sua remistura de “One For Senegal”, um tema dos Touré Kunda, dueto formado pelos irmãos Ismaïla Touré e Sixu Tidiane. Na sua adolescência, este DJ estabelecido em Nova Iorque fez parte do universo musical londrino, tendo passado no início dos anos 90 pela banda The Indians. Já os senegaleses Touré Kunda, banda fundada nos anos 70 pelos irmãos Amadou, Ismaila, Sixu e Ousamane Touré, inspiraram-se inicialmente nos ritmos tradicionais africanos, usando instrumentos como a kora, o balafon e o sabar, os quais no entanto viriam a ser substituidos por guitarras e sintetizadores. No final dos anos 70 eles mudam-se para Paris, tocando uma forma particular de mbalax, inspirada no afro-rock a que chamaram de djambaadong. Percussões africanas tradicionais e cantos tribais senegaleses coexistem então com amostras de som, batidas programadas e manipulação de vozes, retratando um universo geográfico onde se fala em soninké, ouolof, mandingo, diola e criolo português.
"Sou", Cheikh Lô (Senegal, Burkina-Faso) - afropop, mbalax
Entretanto continuamos estrada fora ao ritmo da melhor música do mundo. Cheikh Lô traz-nos o tema “Sou”, extraído do álbum “Lamp Fall”, editado em 2005. Cheikh Lô vive em Dakar, a capital do Senegal, mas cresceu no Burkina-Faso. A sua música constrói-se a partir da pop característica daquela cidade e dos ritmos mbalax, bem ao estilo do conhecido senegalês Youssou N'Dour, com quem gravou o primeiro álbum em 1995. Cheik Lô foi membro da Orchestre Volta Jazz, a qual tocava sucessos cubanos e congoleses bem como versões pop de músicas tradicionais do Burkina-Faso. Em 1978 mudava-se para o Senegal, onde começa por tocar com várias bandas. A música acústica e eléctrica de Cheik Lô, que fez dele uma estrela no Senegal e na Europa, explora ainda elementos de salsa, rumba congolesa, folk e jazz, bem como impulsos de reggae, soukous e um sabor a Brasil. A 6 de Julho ele vai estar em Lisboa para participar no Africa Festival.
"Hit The Road Jack [Album Version]", Mo' Horizons (Alemanha) - bossanova, nujazz, soulOs Mo'Horizons, dupla de Hannover formada pelos produtores, músicos e DJ’s Ralf Droesemeyer e Mark ‘Foh’ Wetzler, encerram esta edição do MULTIPISTAS. No seu primeiro trabalho, estes misturam influências da soul dos anos 50 e 60 e temas funky dos anos 70 à década de 90. Eles integram técnicas modernas de produção com uma mão cheia de músicos talentosos e vocalistas que criam ao vivo um som variável no estilo mas homogéneo e identificável como sendo dos Mo’Horizons. Ao fundirem soul, funk, nujazz, afro, bigbeat, boogaloo, dub, bossanova e salsa com a downbeat, o drum‘n’bass e o triphop, eles quebram todas as fronteiras e barreiras musicais. Neste tema “Hit the Road Jack (Pé na Estrada), extraído do álbum “Some More Horizons”, editado em 2005, os Mo’Horizons pegam num clássico dos anos 60 de Ray Charles, adicionando-lhe um cheirinho a português do Brasil.
A dupla Amadou & Mariam traz-nos agora o tema “Senegal Fast Food”, extraído do álbum “Dimanche a Bamako”. Bem ao género do afro pop blues, e com muita guitarra à mistura, este trabalho, produzido por Manu Chao, está recheado de ritmos africanos, batidas funky, harmonias suaves e pedaços de reggae, jazz, blues e rock. Se nos anos 90 foram os Buena Vista Social Club a trazerem para a ribalta a vibrante música do mundo, agora é a vez deste casal africano. Mariam começou por cantar em casamentos e festivais tradicionais, enquanto que Amadou era guitarrista nos Les Ambassadeurs, uma das mais lendárias bandas africanas. Os dois são invisuais e conheceram-se em 1977 num instituto de cegos em Bamako, a capital do Mali. A partir de então tornaram-se um casal inseparável na vida e na música. Ele, o "irmão funky”, na voz e na guitarra eléctrica, e ela, “a irmã soul”, na voz, formam a dupla mais explosiva da música africana actual.
Yela estreou-se no MULTIPISTAS com o tema “Dodosya”, extraído do álbum “Mã Kalou”. Yela, cujo verdadeiro nome é Marie-Christine Daffon, nasceu em St-Pierre, na parte sul de La Réunion, uma região de administração francesa, situada a leste do Madagáscar. Yela faz parte de uma geração de artistas apostados em defender e reinventar o património cultural daquela ilha, recorrendo para isso ao génio poético da língua creoula e dos ritmos tradicionais. A sua música mistura o património local (maloya, séga, salégy, kadrille) com o jazz, o gospel, as músicas caribenhas e africanas. Yela possui uma voz calorosa e carregada de emoções, que reflecte o quotidiano, as esperanças, as batalhas ou as ambições pessoais e colectivas. Um percurso musical onde se contam colaborações como Manu Dibango, Mario Canonge, Etienne Mbappe, Peter Ntollo Sagona ou Amadou François Corea. O álbum “Mã Kalou”, editado em 2003, é um mosaico cultural a través do qual Yela nos faz entrar no seu universo generoso e optimista.
A melhor música do mundo vem agora da Índia. Os Alms For Shanti trazem-nos o tema “Superbol”, extraído do álbum Kashmakash, editado em 2004. Eles foram criados em Bombaim por Uday Benegal e Jayesh Ganhdi, este último mais conhecido como ex-vocalista e guitarrista da famosa banda de rock Indus Creed, que chegou a tocar no festival WOMAD. Eles actuaram lado a lado com John Bom Jovi para um público de 40 mil pessoas em Bombaim, e em 1996 com Slash, o guitarrista dos Guns N’Roses, em Bangalore. Os Alms For Shanti, que entretanto se mudaram para Nova Iorque, são um projecto indiano alinhado com estilos contemporâneos, criado para explorar a amálgama de texturas, ritmos e melodias tradicionais indianas, com sons ocidentais. Para isso, juntaram velhos amigos, tendo vindo a colaborar com alguns dos melhores músicos clássicos indianos como Taufiq e Fazal Qureshi (irmãos de Zakir Hussain), Ustad Sultan Khan ou Rakesh Chaurasia.
A argelina Cheikha Rimitti, natural de Tessala e que faleceu no passado mês de Maio, aos 83 anos, trouxe-nos o tema “Daouni”, extraído do álbum “N’Ta Goudami”, trabalho que pudemos conhecer na semana passada no programa. Órfã e rodeada de pobreza, aos vinte anos Rimitti junta-se aos músicos ambulantes Hamdachis, cantando e dançando em cabarés. Nas mais de 200 canções que escreveu fala das alegrias e das tristezas da vida, quebrando tabus ao abordar temas como a sexualidade feminina, o alcoolismo ou a guerra. A vida boémia e a sua rebeldia feminista forçam-na ao exílio em França nos anos 60, país onde encontraria um novo público, chegando a gravar um disco de pop-raï com o rocker experimental Robert Fripp. Cheikha (sénior) Rimitti realizou concertos em todo o mundo, associando-se a nomes como Oum Keltoum, Cheikha Fadela ou mesmo os Red Hot Chilli Peppers. A mãe do raï é uma referência para as estrelas mais jovens deste género, não só pela liberdade de expressão que conquistou e pela rebeliião linguística e moral, mas também por lembrar que a fé espiritual pode coexistir com o prazer físico. O seu último album foi gravado em Oran, berço do raï. Um trabalho com marcas daquela cidade, sintetizador de voz e caixa de ritmos, onde a voz áspera e suave de Rimitti é combinada com acústica moderna e instrumentos tradicionais como o bendir (instrumento de percussão), o tar (alaúde iraniano), a gasbâ (flauta tunisina) e a gallal (uma espécie de pandeireta). Tudo à mistura com influências africanas do gnawa, harmonias árabe-andalusas do châabi e improvisos da soul argelina. 
O tema “Monsieur le Maire de Niafunké” é extraído do álbum “In The Heart Of The Moon”, editado em 2005. Um trabalho que juntou pela primeira vez dois gigantes da música do Mali: o guitarrista Ali Farka Touré e o maestro da kora Toumani Diabaté. Ali Farka Touré, o pai dos blues africanos desapareceu no passado mês de Março, aos 66 anos. Este passou as suas últimas semanas de vida a concluir “Savane”, um disco póstumo que será lançado em todo o mundo a 17 de Julho. O trabalho, que contou com as participações do saxofonista Pee Wee Ellis, antigo colaborador de James Brown e Van Morrison; das percussões de Faín Dueñas, dos Radio Tarifa; ou de Mama Sissoko, intérprete do ngoni, um alaúde ancestral, predecessor do banjo, foi gravado no hotel Mande, o mesmo lugar onde Touré registou com Toumani Diabaté o álbum “In The Heart Of The Moon”, vencedor de um grammy este ano. Único sobrevivente de uma família de dez irmãos, razão pela qual os pais lhe terão dado a alcunha de Farka – que apesar de querer dizer “burro”, na tradição do povo Arma significa “um animal forte e tenaz” –, Ali Farka Touré fez parte de várias bandas e foi artista residente na Rádio Mali. Cantava em songhai, peul, bambara, fula, tamaschek e outras línguas da região, abertura que lhe permitiu contribuir para a reconciliação nacional no Mali após a mais recente revolta dos tuaregues. O amor à terra levou-o a viver durante muitos anos na aldeia de Niafunké, situada na ponta do deserto do Sara e ao redor do Rio Níger. Como não existia electricidade nem água canalizada, aí investiu em máquinas agrícolas utilizando todo o dinheiro ganho com a música. Nos últimos anos, tal como retrata este tema, chegou mesmo a ser presidente da câmara de Niafunké. O bluesman africano misturava os sons do Mali, carregados de influências árabes, com reminescências dos blues americanos, lembrando ao mundo que foi nesta região do globo que nasceram os blues.
Lucien N Luciano fecha o programa com o tema “Amelie On Ice”, uma reinterpretação da banda sonora criada por Yann Tiersen para o filme francês “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”. Lucien N Luciano, cujo verdadeiro nome é Lucien Nicotet, é DJ desde 1993 e produtor desde 1997, sendo um dos pioneiros da cena musical electrónica na América Latina. Para além das actuações ao vivo em rádios e clubes de Santiago do Chile, Luciano tem também marcado presença noutros países da América do Sul, bem como na Alemanha, em Espanha e na Holanda. O músico, que está representado em cinco editoras, vive desde 2000 em Genebra, na Suiça. Nos seus trabalhos, Lucien N Luciano mistura a identidade chilena e suiça, criando uma mística junção de techno profundo e música electrónica, integrando elementos do sul nos ritmos e padrões coloridos no som. Um estilo experimental e espaçoso, cuja marca assenta no groove e no minimalismo.