terça-feira, 31 de outubro de 2006
World Music Charts Europe - Novembro 2006
1º- SAVANE, Ali Farka Toure (Mali) - World Circuit
mês passado: 1ºlugar
2º- HIRI, Kepa Junkera (Espanha) - Elkar
mês passado: 27ºlugar
3º- PASJA LEGENDA, Brina (Eslovénia) - DruGod
mês passado: 6ºlugar
4º- ELECTRIC GYPSYLAND 2, vários (Roménia) - Crammed
mês passado: 42ºlugar
5º- BREATH, Mercan Dede (Turquia, Canadá) - Doublemoon
mês passado: 4ºlugar
6º- BOOM PAM, Boom Pam (Israel) - Essay Recordings
mês passado: 10ºlugar
7º- GOLDEN AFRIQUE VOL. 3, vários - Network Medien
mês passado: 2ºlugar
8º- SHTETL SUPERSTARS, vários - Trikont
estreia na tabela
9º- ALMINARES MEDITERRANEOS, Caravasar (Espanha) - Resistencia
estreia na tabela
10º- MUSIQUES METISSES, vários - Marabi
mês passado: 3ºlugar
11º- IDJAGIEĐAS, Mari Boine (Noruega) - Emarcy (Universal)
mês passado: 5ºlugar
12º- EOLH, Almasala (Espanha) - Ventilador
estreia na tabela
13º- BURLESQUE, Bellowhead (Reino Unido) - Westpark
estreia na tabela
14º- M'BEM DI FORA, Lura (Cabo Verde) - Lusafrica
estreia na tabela
15º- DA QUESTA PARTE DEL MARE, Gianmaria Testa (Itália) - Harmonia Mundi
estreia na tabela
16º- RIMFAXE, Gjallarhorn (Finlândia, Suécia) - Vindauga/Westpark
mês passado: 11ºlugar
17º- ABACABOK, Tartit (Mali) - Crammed
mês passado: 107ºlugar
18º- ELECTRIC GRIOT LAND, Ba Cissoko (Guiné-Conacri) - Totolo
estreia na tabela
19º- MASCARAS, Sergent García (Espanha) - EMI
mês passado: 15ºlugar
20º- EL EVANGELIO SEGUN MI JARDINERO, Martin Buscaglia (Uruguai) - Love Monk
estreia na tabela
segunda-feira, 23 de outubro de 2006
Emissão #29 - 28 Outubro 2006
"Breaking The Ethers/Serengeti", Tuatara (EUA) - funk, jazz, rock, lounge
"Baline", Urban Trad (Bélgica) - techno folk
"Fume de Lume", Xosé Manuel Budiño (Espanha) - folk, celtic music
O galego Xosé Manuel Budiño com "Fume de Lume", tema extraído do seu segundo álbum "Arredor", lançado em 2000. Um trabalho eclético e vanguardista, em que este jovem de Moaña - localidade com grande tradição gaiteira, situada junto a Pontevedra - pretendeu dar um salto definitivo na sua carreira artística. O álbum aproxima-se de géneros como o funky, o drum'n'bass, o rock, a new age e a folk, numa panóplia de ritmos e timbres que fazem dele um dos mais ousados tendo como protagonista um instrumento tradicional. Xosé Manuel Budiño procura então adaptar a gaita-de-foles à era da música electrónica, servindo-se da técnica para extrair dela e de outros instrumentos um universo infinito de harmonias, melodias e ritmos. Outro objectivo de Budiño é o de dar a conhecer a música criada na Galiza, numa viagem em redor de territórios físicos e sonoros. Entre outros instrumentos, nos doze temas deste disco fazem-se ouvir as gaitas galega e irlandesa, o low whistle, o bouzouki, o baixo, o acordeão e o clarinete. Um trabalho onde participam os músicos Leandro Deltell, Xan Hernández, Pedro Pascual, Xavier Díaz e Pablo Alonso, e em que são convidados especiais José Climent, o bretão Jacky Molard, as galegas Leilía e Mercedes Peón, os escoceses Donald Shaw e Tony McManus, bem como Ove Larsson, Paco Ibáñez e William Gibbs."Kova", Kimmo Pohjonen (Finlândia) - folk-rock, electronic folk
"Halla",Värttinä (Finlândia) - traditional finnish folk/suomirock
"M'Bifo",Rokia Traoré (Mali) - malian contemporary music
"Dery", Salif Keita (Mali) - afropop, mandingo
"No Agreement", Fela Kuti (Nigéria) - afrobeat
Jorge Costa
sexta-feira, 13 de outubro de 2006
Emissão #28 -14 Outubro 2006
"Iddjagieđas", Mari Boine Persen (Noruega) - joik, jazz, blues
A abrir a emissão a norueguesa Mari Boine Persen com o tema “Iddjagieđas” (Na Mão da Noite), extraído do álbum do mesmo nome, lançado em Abril deste ano. Com mais de vinte anos de carreira, Mari Boine tem lutado pela preservação das tradições e pelo reconhecimento dos direitos dos seus compatriotas sami, povo que habita a chamada Lapónia, território situado no norte da Escandinávia. Mari Boine cresceu numa altura em que ainda era proibido falar o dialecto sami nas escolas e cantar o joik (yoik em inglês). Graças à pesada herança da colonização cristã, o canto mais característico dos sami foi durante muito tempo visto como a música do diabo. Uma veia xamânica da qual Mari Boine e o seu ensemble herdaram o ritmo e a espiritualidade, lembrando os tempos em que o homem estava mais próximo da natureza. A voz mística da embaixadora dos sami, que canta também em inglês, mistura então o joik com os blues, o jazz, o rock e mesmo a música electrónica. São sons mais entoados que cantados, onde se evoca a beleza da terra e das montanhas, o sol da meia-noite nos meses de Verão ou as tradições pré-cristãs."Nós Daqui Vós Dali", Gaiteiros de Lisboa (Portugal) - portuguese folk
"Olhos de Maré", Dazkarieh (Portugal) - folk rock, world fusion
"Todii", Oliver 'Tuku' Mtukudzi (Zimbabué) - tuku music
"Françafrique",Tiken Jah Fakoly (Costa do Marfim) - afropop, mandingo, soukous, african reggae
"Tuhe", Trilok Gurtu (Índia) - world, jazz, khylal
"Amdy Bayp",Yat-Kha (Rússia) - tuva rock, punk-folk
"Peregrino", Zuco 103 (Brasil, Holanda, Alemanha) - electronic, nu-jazz
Jorge Costa
segunda-feira, 2 de outubro de 2006
World Music Charts Europe - Outubro 2006
1º- SAVANE, Ali Farka Toure (Mali) - World Circuit
mês passado: 1ºlugar
2º- GOLDEN AFRIQUE VOL. 3, vários - Network Medien
estreia na tabela
3º- MUSIQUES METISSES, vários - Marabi
mês passado: 8ºlugar
4º- BREATH, Mercan Dede (Turquia, Canadá) - Doublemoon
mês passado: 3ºlugar
5º- IDJAGIEĐAS, Mari Boine (Noruega) - Emarcy (Universal)
mês passado: 6ºlugar
6º- PASJA LEGENDA, Brina (Eslovénia) - DruGod
estreia na tabela
7º- THE ROUGH GUIDE TO WEST AFRICAN GOLD, vários - World Music Network
mês passado: 4ºlugar
8º- GRAND BAZAAR, Istambul Oriental Ensemble (Turquia) - Network Medien
mês passado. 9ºlugar
9º- EL VIAJE, Gabriela (Argentina) - Intuition
mês passado: 11ºlugar
10º- BOOM PAM, Boom Pam (Israel) - Essay Recordings
estreia na tabela
11º- RIMFAXE, Gjallarhorn (Finlândia, Suécia) - Vindauga/Westpark
mês passado: 104ºlugar
12º- GOLD & WAX, Gigi (Etiópia, EUA) - Palm Pictures
mês passado: 2ºlugar
13º- TRAGARE, Druzina (Eslováquia) - Indies
mês passado: 12ºlugar
14º- DOG DAZE, Csokolom (Holanda) - Arhoolie
mês passado: 21ºlugar
15º- MASCARAS, Sergent García (Espanha) - EMI
mês passado: 91ºlugar
16º- ELYSIUM FOR THE BRAVE, Azam Ali (EUA, Irão) - Six Degrees
mês passado: 15ºlugar
17º- AFTER THE FACT, Orient Expressions (Turquia) - Doublemoon
mês passado: 44ºlugar
18º- STUDIO CAMEROON
Sally Nyolo and the Original Bands of Yaombe (Camarões) - Riverboat
estreia na tabela
19º- POPLOR, Thomas Kocko & Orchestr (República Checa) - Indies
mês passado: 13ºlugar
20º- SONGS OF ICON, Lekan Babalola (Nigéria, Reino Unido) - Mr Bongo
mês passado: 40ºlugar
quarta-feira, 27 de setembro de 2006
Emissão #27 - 30 Setembro 2006
"Ghole Pamtschal", Schäl Sick Brass Band (Alemanha) - brass band, jazz, folk
"Morning Nightcap", Lúnasa (Irlanda) - celtic
"Per la Boca", L'Ham de Foc (Espanha) - traditional folk
Os valencianos L’Ham de Foc (Anzol de Fogo) regressam ao programa, desta feita com “Per la Boca”, tema extraído do seu terceiro e último álbum “Cor de Porc” (Coração de Porco), editado no ano passado. Desde 1998 que os L’Ham de Foc se servem de mais de trinta instrumentos acústicos mediterrânicos – darabuka, bendir, gaitas galega e búlgara, violino, sanfona, saltério, bouzouki, alaúde e cítara são alguns deles – para criarem atmosferas intensas e mágicas. Utilizando uma orquestração tradicional, mas socorrendo-se de uma linguagem actualizada, os L’Ham de Foc entrelaçam a música medieval ocidental, do Médio Oriente ou do Mediterrâneo oriental, num universo de sons africanos, europeus e orientais, criando um conglomerado sonoro que se concentra em redor do Mediterrâneo. As percussões são a base para os textos e melodias modais tecidas pela voz de Mara Aranda, que é acompanhada por instrumentos de corda e sopro, tocados por Efrén López. Contrariando a tendência crescente da folk actual pelos ritmos electrónicos, os L’Ham de Foc confiam na simplicidade do som acústico e na pureza da música medieval. Algo que os tornou uma referência em todo o mundo no que toca à música tradicional."Khululuma", African Rhythm Travellers (África do Sul) - african dance
"Let Them Talk", Geraldo Pino & The Heartbeats (Serra Leoa) - afro soul funk
Seguimos até à Serra Leoa com Geraldo Pino e os The Heartbeats. Eles trouxeram-nos o tema “Let Them Talk”, extraído da antologia "Afro Soco Soul Live". Um CD editado no ano passado para resgatar do desconhecimento o álbum “Heavy Heavy Heavy”, gravado entre 1962 e 1967. Cantor, guitarrista e líder dos The Heartbeats, Geraldo Pino, cujo verdadeiro nome é Gerald Pine, foi o herói do afro soul funk e um dos pioneiros da afrobeat na África Ocidental nas décadas de 60 e 70. Em 1961, com a explosão do rock'n'roll, ele e a sua banda começam por interpretar sucessos da soul e da pop inglesa e americana, tornando-se a primeira orquestra do género na região. Quatro anos depois partem para Monróvia, capital da Libéria, o primeiro país africano em se popularizaram os discos de James Brown, Ray Charles, Otis Redding e Wilson Pickett. Marcas que a banda levaria consigo nas tournées pelo Gana e Nigéria. Com a crescente influência do funk latino, a música de Gerald Pino e dos The Heartbeats africaniza-se, ganhando energia, ritmo e slogans políticos. Na sua primeira actuação em Lagos, na Nigéria, o estilo inovador de Geraldo Pino influenciou de tal forma Fela Kuti, então dedicado ao jazz e ao highlife, que este evitou actuar em locais onde ele já tivesse passado. Isto porque acreditava que nada poderia superar o James Brown africano.
"Hakmet Lakdar", Hasna El Becharia (Argélia) - gnawa music
"Sahra Saidi", Gamal Goma (Egipto) - bellydance
"Min Man", Garmarna (Suécia) - folk-rock
"Lovelight", Stereo Action Unlimited (França, Suiça) -
A fechar a emissão os Stereo Action Unlimited com o tema "Lovelight", extraído do LP do mesmo nome e parteintegrante da colectânea"Paris Lounge", lançada em 2001. Os Stereo Action Unlimited são formados pelo francês Philippe Cohen Solal e pelo suíço Christophe Müeller, uma dupla que partilha outras experiências musicais como os The Boyz From Brazil, ligada às pistas de dança, e a mais popular delas todas, os Gotan Project, a qual envolve também o guitarrista Eduardo Makaroff e cria uma síntese entre o tango e a música electrónica. Desde 1997 que estes escultores do vinil e artesãos dos sons trabalham conjuntamente em projectos que combinam música e imagem, explorando paixões como a música sul-americana e os novos territórios electrónicos.
Jorge Costa
sábado, 16 de setembro de 2006
Multipistas adopta emissão quinzenal
Devido ao incontornável número de compromissos profissionais que se têm vindo a acumular nos últimos tempos, e dado ter a meu cargo a produção e realização integral do MULTIPISTAS – MÚSICAS DO MUNDO, vai-se tornando cada vez mais difícil assegurar a produção do programa, tarefa que me ocupa largas horas em pesquisa, gravação e edição, e que por isso mesmo me tem roubado muitas horas de sono.Dadas as cada vez maiores limitações de tempo que tenho, não me será possível manter o programa com a habitual regularidade. Nesse sentido, e para evitar que este se viesse a tornar uma mera fórmula musical ou simplesmente desaparecesse, decidi reduzir-lhe a peridiocidade, passando de semanal a quinzenal. Foi a única forma viável que encontrei para manter a qualidade em termos de conteúdos e o grau de exigência que inicialmente propus aos ouvintes, única razão de ser do MULTIPISTAS – MÚSICAS DO MUNDO.
Sendo assim, na versão podcast as emissões passarão a ser actualizadas de 15 em 15 dias, não havendo nenhuma outra alteração na estrutura do blogue. Já na versão radiofónica mantém-se o horário de sempre, com a transmissão a ser feita na Rádio Urbana (Castelo Branco - 97.5 FM; Fundão, Covilhã e Guarda - 100.8 FM) aos sábados, entre as 17 e as 18 horas, e às segundas-feiras, entre as 19 e as 20 horas. A única diferença é que as edições serão intercaladas, pelo que para além do horário habitual de repetição, cada programa será reposto três semanas depois da sua primeira emissão. Desta forma, cada programa poderá ser ouvido um total de quatro vezes, o que permitirá aos ouvintes uma maior familiariedade com os temas e os autores analisados. Eis o novo esquema de difusão:
…
Semana A – programa 2
Semana B – programa 1
Semana C – programa 3
Semana D – programa 2
Semana E – programa 4
Semana F – programa 3
...
Por fim, agradeço o encorajamento dado nestes primeiros seis meses por muitos dos ouvintes que o programa conquistou em diversas partes do globo. É por eles que o MULTIPISTAS – MÚSICAS DO MUNDO continuará a ter a cor e o ritmo de sempre. Um bem-haja a todos.
Jorge Costa
sexta-feira, 15 de setembro de 2006
Emissão #26 - 16 Setembro 2006
"Jaga Ode [dubtronik]", Alpendub & The Man Cable (Alemanha, Canadá) - yodel, dub
Os Alpendub e o produtor The Man Caple a abrirem a emissão com uma nova remistura do tema “Jaga Ode”, extraída do álbum “The Rough Guide to Yodel”, trabalho que será lançado em todo o mundo a 25 de Setembro. Para recuperarem a magia da música alpina alemã, eles misturam o yodelling com a dub, cruzamento raro a que chamaram precisamente Alpendub. O yodel, que começou por ser uma espécie de código morse das montanhas, é uma vocalização quase sem texto que se distingue pela quebra acentuada entre duas notas. Ele existe não só na Suiça, Áustria e Alemanha, mas também em certas regiões da Europa, África, Ásia, América e Oceânia, misturando-se hoje com géneros como o hip-hop, o rock, a pop, o reggae, a house e o techno. Tons mágicos que são combinados com a mística de palavras, por tradição nomes pessoais atribuídos a vacas. Os Alpen Dub arrancaram em Berlim, em 2001, com o canadiano The Man Cable, produtor do projecto de cinco músicos, entre eles a actriz Kutzkelina, que começou a cantar yodel aos seis anos. Eles complementam a instrumentação típica com percussões e instrumentos como o banjo alpino e a dulcimer (cordofone índio norte-americano)."Sátiro", Gaiteiros de Lisboa (Portugal) - portuguese folk
"Pandero", L'Ham de Foc (Espanha) - traditional folk
Os valencianos L’Ham de Foc (Anzol de Fogo) apresentam-nos “Pandero”, tema extraído do seu terceiro e último álbum “Cor de Porc” (Coração de Porco), editado no ano passado. Desde 1998 que os L’Ham de Foc se servem de mais de trinta instrumentos acústicos mediterrânicos – darabuka, bendir, gaitas galega e búlgara, violino, sanfona, saltério, bouzouki, alaúde e cítara são alguns deles – para criarem atmosferas intensas e mágicas. Utilizando uma orquestração tradicional, mas socorrendo-se de uma linguagem actualizada, os L’Ham de Foc entrelaçam a música medieval ocidental, do Médio Oriente ou do Mediterrâneo oriental, num universo de sons africanos, europeus e orientais, criando um conglomerado sonoro que se concentra em redor do Mediterrâneo. As percussões são a base para os textos e melodias modais tecidas pela voz de Mara Aranda, que é acompanhada por instrumentos de corda e sopro, tocados por Efrén López. Contrariando a tendência crescente da folk actual pelos ritmos electrónicos, os L’Ham de Foc confiam na simplicidade do som acústico e na pureza da música medieval. Algo que os tornou uma referência em todo o mundo no que toca à música tradicional."Ndima Ndapedza", Oliver 'Tuku' Mtukudzi (Zimbabué) - tuku music
"Thandaza", The Soul Brothers (África do Sul) - mbaqanga, soul
"Huo", Mercan Dede (Turquia) - sufi music, electronic
A jornada musical prossegue com Mercan Dede, um dos mais importantes artistas turcos, e o tema “Huo”, extraído do álbum “Nefes”, editado em Junho. Radicado em Montreal, no Canadá, Mercan Dede mistura a música tradicional com batidas electrónicas. Ele desenvolve duas carreiras paralelas: como Arkin Allen é um DJ especializado em hard techno; como Mercan Dede mistura a tradição do sufismo com estilos contemporâneos. Com o seu ensemble de músicos turcos e canadianos, fundado em 1998 e formado pelos músicos Mohammad, Farokh Shams e Ben Grossman e pela dançarina Isaiah Sala, Mercan Dede funde as tradições espirituais da música sufi com sons actuais, criando uma mistura única entre o Oriente e o Ocidente. Nas suas actuações, ele utiliza instrumentos de origem turca como a ney (flauta de cana) e a kanun (cítara), e mistura as percussões do Médio Oriente com sons electrónicos, tudo isso enquanto que um dervish dança em palco. No álbum “Nefes” (Respiração), o terceiro de uma série de quatro que começou com Nar (Fogo) e continuou com Su (Água), Mercan Dede cria uma fusão que captura a magia do Oriente, os elementos místicos, a instrumentação tradicional e os sons electrónicos.
"Ghali Ya Bouy", Smadar Levi (Israel, EUA) - bellydance Smadar Levi traz-nos “Ghali Ya Bouy”, tema extraído do álbum “Smadar”, editado em 2004. Uma visão diferente da raqs sharki, tradução literal do termo árabe para dança do ventre, que quer dizer “dança do Oriente”. Um género que se popularizou em todo o mundo depois da sua introdução nos Estados Unidos pelas mãos do vaudeville e dos espectáculos burlescos. Filha de pais marroquinos, Smadar Levi cresceu em Israel a ouvir música egípcia e tunisina. A sua música, que combina temas originais e tradicionais, reflecte a diversidade do povo judaico, incorporando tradições israelitas, espanholas, africanas e gregas. Ela canta em hebreu, árabe, grego e ladino, a língua medieval dos judeus em Espanha. Entretanto, depois de ter tocado com músicos ciganos na Roménia, Espanha e Turquia, ela decidiu também misturar a sua música com sons ciganos. Foi em 2000, depois de se ter mudado para os Estados Unidos, que Smadar Levi conheceu o cantor e violinista marroquino Rashid Halihal, com quem formaria um trio. Quatro anos depois formava a sua própria banda, juntando músicos de Israel, Líbano, Turquia, Marrocos e Palestina. Actualmente, Smadar Levi vive em Nova Iorque, onde trabalha com músicos como Uri Sharlin, Emmanuel Mann, um dos melhores baixistas israelitas, e o português Pedro da Silva, que a acompanha com a cítara e a guitarra clássica.
"The Beat Of Love", Trilok Gurtu (Índia) - world, jazz, khylal A jornada prossegue com Trilok Gurtu e “The Beat of Love”, tema extraído do álbum do mesmo nome, editado em 2001. Gurtu, cujo avô era um conhecido tocador de cítara e a mãe uma estrela do canto clássico, tornou-se conhecido como membro dos Oregon, uma banda de fusão world/jazz. Cinco vezes eleito o melhor percussionista do planeta pela revista “Downbeat”, título ganho pela ponte que criou entre a música do Oriente e Ocidente, Trilok Gurtu mistura ritmos indianos, executados com a tabla, com elementos do jazz, da música de dança, do rock, da música clássica e da música étnica de todo o planeta. Este ano, ele regressou à tradição indiana, apoiado pelos cantores Rajan e Sajan Misra, e apresentando o khylal, espécie de cântico hipnótico. O virtuosismo deste indiano, natural de Bombaim, transformou-o num dos grandes vultos do post-jazz, do jazz de fusão e do avant-garde. Ele tem colaborado com génios da música como Jan Garbarek, Ravi Shankar ou David Gilmour, destacando-se na comunidade jazzística por surgir ao lado de nomes como Don Cherry, John McLaughlin, Joe Zawinul ou Pat Metheny.
"Natacha", Gregori Czerkinsky (França) - french pop, rock
A fechar a emissão o francês Gregori Czerkinsky e o célebre “Natacha”, tema extraído do álbum “Czerkinsky”, editado em 1998. O cantor, nascido em Oran em 1954, foi compositor no grupo Mikado com Pascale Borel, tendo mais tarde enveredado por uma carreira a solo. Um fundamentalista do amor, até porque não é de extranhar que nos seus concertos se abalance sobre alguma rapariga do público, fazendo prova do seu dom de amante infinito e de gigoló, e transpondo para a realidade as palavras que se podem ouvir numa das suas músicas: "Para ser amado é necessário ser amável”. E as suas canções falam precisamente de amabilidade e de amor, sobre diferentes perspectivas, desde a do triunfador à do desgraçado. Um romanticismo radical e algo cínico, num ambiente sonoro que se cruza entre Jay-Jay Johanson e Serge Gainsbourg. São temas recheados de frescura e bom humor, que vão da música clássica, à pop e ao rock, e trazem muitos sonhos à mistura.
terça-feira, 5 de setembro de 2006
Emissão #25 - 9 Setembro 2006
"Kekko", Kimmo Pohjonen (Finlândia) - folk-rock, electronic folk
"Feunteun Wenn", Jacques Pellen & Celtic Procession (França) - jazz rock, celtic music
"Hebden Bridge", Kíla (Irlanda) - celtic music, world fusion
Os irlandeses Kíla trazem-nos “Hebden Bridge”, tema extraído do seu sexto álbum “Luna Park”, editado em 2003. O nome deste trabalho refere-se a um parque de diversões que outrora existiu em Coney Island, em Nova Iorque, península onde eles tocaram uma vez. Um exemplo da forma como esta banda, criada em Dublin em 1987, ousou aventurar-se em novos territórios sem no entanto deixar de preservar o essencial da sua identidade e de homenagear os seus antepassados. Ao fundirem ritmos da música tradicional irlandesa e do sul da Europa com sonoridades provenientes de outras paragens, os Kíla conquistaram um lugar próprio no panorama cultural anglo-saxónico, revigorando assim as tradições musicais do seu país e criando um som contemporâneo distinto. Para o conseguirem, eles servem-se de um conjunto eclético de instrumentos, não muito para além dos habitualmente presentes na música celta, mas também de outras referências que vão dos coros do Médio Oriente aos sons africanos. Uma espiral em que dão novas direcções e territórios a uma música ancestral, e no entanto enérgica, a qual parece vir não do passado mas antes de uma Irlanda imaginária."Andaina Kau Sudi", Malek Ridzuan (Malásia) - asli, malaysian folk, pop
"Purim Dnigun", Djamo (França) - gypsy music Atrás no programa Djamo com “Purin Dnigun”, tema extraído do álbum “Chants Tziganes Métissés”. Um ensemble françês que tem como repertório principal os cantos e a música cigana mestiça. Este jovem grupo originário da região de Poitou-Charentes, localizada no centro-oeste de França, leva-nos à descoberta das músicas ciganas e magrebinas. Neste álbum, eles são acompanhados por outros embaixadores dos sons mestiços, entre eles os Dikès e os Opa Tsupa, quinteto acústico que cruza igualmente diferentes influências como o gypsy swing, o jazz, a musette, o rock, o funk, a bossa nova e a chanson française.
"Sauver", Tiken Jah Fakoly (Costa do Marfim) - afropop, mandingo, soukous, african reggaeA jornada prossegue com Tiken Jah Fakoly e o tema “Sauver”, extraído do seu sétimo álbum “Coup de Gueule”, lançado em 2004. Um disco em que Tiken Jah Fakoly segue os caminhos do reggae africano de Alpha Blondy, fazendo uma ponte com a Jamaica, e mergulhando na tradição mandingo sem no entanto deixar de permanecer ligado ao urbano. De etnia malinké, Fakoly é descendente do chefe guerreiro Fakoly Koumba Fakoly Daaba e membro de uma família de griots, tradicionalmente vistos como os depositários da tradição oral de uma família, povo ou país. Neste álbum, o porta-voz da jovem geração da Costa do Marfim, exilado entre Bamako e Paris, ataca os regimes de alguns presidentes africanos, denunciando a injustiça, a corrupção e as desigualidades que todavia subsistem no continente, bem como a hipocrisia das religiões monoteístas. Fakoly apresenta temas em francês e em dioula, a língua da sua etnia e que é falada no norte da Costa do Marfim, na Guiné-Conacri, no Mali e no Burkina-Faso. Um trabalho de novo realizado por Tyrone Downie, e que conta com os ritmos de Sly Dunbar e Robbie Shakespeare, que nos trazem os inconfundíveis sons do balafon, da kora e do ngoni. Outros artistas do mundo ajudam o rebelde tranquilo a alargar a sua música a outros horizontes. Entre eles estão Didier Awadi, dos Positive Black Soul e um dos fundadores do hip-hop senegalês, e os irmãos Amokrane de Zebda e Magyd Cherfi.
"African Convention", Miriam Makeba (África do Sul) - soul jazz, afro-pop
Para já segue-se a sul-africana Miriam Makeba, que nos traz o tema “African Convention”, extraído do álbum “Hits & Highlights”. Ela foi a primeira mulher negra exilada por causa do apartheid e a primeira artista a colocar a música africana no mapa internacional. Miriam, que já gravou mais de 40 discos, cresceu a ouvir Duke Ellington, Billie Holiday e Ella Fitzgerald, sendo hoje capaz de cantar em nove línguas (francês, inglês, arábico, xhosa, kikongo, maninka, fula, nyanja e shona). Exilada por ter aparecido no filme “Come Back Africa”, a imperatriz da música africana passou 31 anos longe do seu país, lutando pelos direitos civis dos negros. A sua carreira começa na década de 50 nos Cuban Brothers. Miriam torna-se conhecida como vocalista da formação de jazz Manhattan Brothers, juntando-se mais tarde ao grupo vocal feminino Skylarks. Em 1959 o realizador americano Lionel Togosin convida Miriam a apresentar um documentário sobre a África do Sul no festival de Veneza, o que enfureceria as autoridades sul-africanas. Miriam Makeba exila-se então nos Estados Unidos, criando sucessos como “Pata Pata", "The Clique Song" ou "Malaika". O seu casamento com Stokely Carmichael, o líder radical dos Panteras Negras, traz-lhe problemas com as autoridades americanas. Exila-se então na Guiné-Conacri, até que em 1990 Nelson Mandela a convence a regressar ao seu país.
"El Wejda", Mariem Hassan & Leyoad (Saara Ocidental) - haul, sahrawi music 
A jornada musical prossegue com o tema “El Wedja”, extraído do álbum “Mariem Hassan com Leyoad”, editado em 2002. Mariem Hassan é uma das figuras máximas da música sarauí e símbolo da luta deste povo pela independência. Compositora, letrista e dona de uma voz excepcional, Mariem canta com uma intensidade dilacerante o amor, a fé e o sofrimento da população do Saara Ocidental, antiga colónia espanhola que em 1975 Marrocos e a Mauritânia dividiram entre si. À semelhança de dezenas de milhares de sarauís, a jovem Mariem Hassan foi então obrigada ao exílio, refugiando-se com a família durante 27 anos na parte mais inóspita do deserto do Saara, no sul da Argélia. A criação de grupos musicais foi uma forma encontrada por muitos para amenizar a vida dura dos acampamentos. Mariem Hassan, que actualmente vive em Sabadell (Barcelona), colabora há quase três décadas com diversos grupos de música sarauí, cantando na Europa, América e África. Tudo para que o mundo conheça a situação de um povo exilado e de uma artista que anseia poder regressar algum dia em liberdade a Smara, a cidade em que nasceu. Evocando os exilados e os mártires da guerra contra Marrocos, Mariem Hassan canta o haul, um blues do deserto, carregado de electricidade e hipnotismo, acompanhada pela percussão seca do tebal (tambor grande, tocado com as mãos pelas mulheres) e pelo tidinit (um alaúde rústico de quatro cordas, gradualmente substituído pela guitarra eléctrica), e esculpido pelas guitarras eléctricas.
"Hininga", Mercan Dede (Turquia) - sufi music, electronic
Mercan Dede, um dos mais importantes artistas turcos, traz-nos o tema “Hininga”, extraído do álbum “Nefes”, editado no passado mês de Junho. Radicado em Montreal, no Canadá, Mercan Dede mistura a música tradicional com batidas electrónicas. Ele desenvolve duas carreiras paralelas: como Arkin Allen é um DJ especializado em hard techno; como Mercan Dede mistura a tradição do sufismo com estilos contemporâneos. Com o seu ensemble de músicos turcos e canadianos, fundado em 1998 e formado pelos músicos Mohammad, Farokh Shams e Ben Grossman e pela dançarina Isaiah Sala, Mercan Dede funde as tradições espirituais da música sufi com sons actuais, criando uma mistura única entre o Oriente e o Ocidente. Nas suas actuações, ele utiliza instrumentos de origem turca como a ney (flauta de cana) e a kanun (cítara), e mistura as percussões do Médio Oriente com sons electrónicos, tudo isso enquanto que um dervish dança em palco. No álbum “Nefes” (Respiração), o terceiro de uma série de quatro que começou com Nar (Fogo) e continuou com Su (Água), Mercan Dede cria uma fusão que captura a magia do Oriente, os elementos místicos, a instrumentação tradicional e os sons electrónicos.
"El Duende Orgánico", Solar Sides (Espanha) - flamenco nuevoA fechar o programa os espanhóis Solar Sides e o tema “El Duende Orgánico”, extraído do álbum “Ibiza Chill & Deep Collection”. Formados por Tomi del Castillo e Esteban Lucci, os Solar Sides provam que em Ibiza também há lugar para o flamenco, um género que materializa a alma cigana na Andaluzia. Mas nas últimas décadas este tem vindo a regenerar-se. É que hoje é habitual fundir-se a estrutura básica do flamenco com o rock e a música electrónica, algo a que se convencionou chamar de nuevo flamenco. E é precisamente isso que os Solar Side fazem, já que mantêm uma inteligente mistura de elementos jazz e funky no seu groove electroacústico, apelando tanto aos fãs do acid jazz como aos aficionados do deep-house dance.
Jorge Costa
sexta-feira, 1 de setembro de 2006
Emissão #24 - 2 Setembro 2006
Uma edição em que mais uma vez se destaca a rubrica Caixa de Ritmos, numa emissão especial, feita de poucas palavras, e inteiramente dedicada aos melhores temas árabes e orientais que até agora passaram neste programa. Eis a listagem:
"Mahli [Remix]", Souad Massi (Argélia) - argelian folk, chaâbi, raï
Lemen, Cheb Khaled (Argélia) - raï, chaâbi
"Leiley [Transglobal Underground Remix]", Dania (Líbano) - arabic music
"Ne Me Jugez Pas [Volodia Remix]", Sawt el Atlas (Marrocos) - raï funk
"Mani", Cheba Fadela & Cheb Sahraoui (Argélia) - raï-pop
"L'Histoire", Cheb Tarik (Argélia) - raï hip hop, reggae
"N'Kodo", Djamel Laroussi (Argélia) - rap, raï
"Paisa", Manak-E (Reino Unido) - bhangra, punjabi music
"Rail Gaddi", Four For a Kind (Reino Unido) - bhangra
"Red Sun", Anoushka Shankar (Índia) - indian music
"Jumpin'Jack Flash", Ananda Shankar (Índia) - indian funk, chill-out
"Shiva's Daughter", Arling & Cameron (Holanda) - pop, drum'n'bass, bossa nova
(os dados sobre estes temas podem ser encontrados nos textos das emissões em que foram emitidos)
Jorge Costa
quinta-feira, 31 de agosto de 2006
World Music Charts Europe - Setembro 2006
1º- SAVANE, Ali Farka Toure (Mali) - World Circuit
mês passado: 3ºlugar
2º- GOLD & WAX, Gigi (Etiópia, EUA) - Palm Pictures
mês passado: 1ºlugar
3º- BREATH, Mercan Dede (Turquia, Canadá) - Doublemoon
mês passado: 2ºlugar
4º- THE ROUGH GUIDE TO WEST AFRICAN GOLD, vários - World Music Network
estreia na tabela
5º- NIGER, Afel Bocoum & Alkibar (Mali) - Contre-Jour
mês passado: 4ºlugar
6º- IDJAGIEDAS, Mari Boine (Noruega) - Emarcy (Universal)
estreia na tabela
7º- NE UZ VIENU DIENU, Ilgi (Letónia) - UPE
mês passado: 5ºlugar
8º- MUSIQUES METISSES, vários - Marabi
estreia na tabela
9º- GRAND BAZAAR, Istambul Oriental Ensemble (Turquia) - Network Medien
estreia na tabela
10º- LA GHRIBA - LA KAHENA REMIXED, Cheb i Sabbah (EUA, Argélia) - Six Degrees
mês passado: 18ºlugar
11º- EL VIAJE, Gabriela (Argentina) - Intuition
estreia na tabela
12º- TRAGARE, Druzina (Eslováquia) - Indies
estreia na tabela
13º- POPLOR, Thomas Kocko & Orchestr (República Checa) - Indies
estreia na tabela
14º- MISH MAOUL, Natacha Atlas (Reino Unido) - Mantra
mês passado: 10ºlugar
15º- ELYSIUM FOR THE BRAVE, Azam Ali (EUA, Irão) - Six Degrees
estreia na tabela
16º- THE SEEGER SESSIONS, Bruce Springsteen (EUA) - Sony
mês passado: 12ºlugar
17º- REPUBLICAFROBEAT 2, vários - Lovemonk
mês passado: 23ºlugar
18º- AY AY LOLO, Menwar (Maurícias) - Marabi
mês passado: 11ºlugar
19º- ZANDISILE, Simphiwe Dana (África do Sul) - Skip
mês passado: 7ºlugar
20º- TRAVESIAS, Susana Baca (Peru) - Luaka Bop/Virgin
mês passado: 6ºlugar
quinta-feira, 24 de agosto de 2006
Emissão #23 - 26 Agosto 2006
Uma edição em que mais uma vez se destaca a rubrica Caixa de Ritmos, numa emissão especial, feita de poucas palavras, e inteiramente dedicada aos melhores temas africanos que até agora passaram neste programa. Eis a listagem:
"Madan", Salif Keita (Mali) - afropop, mandingo
"Mama", Mory Kanté (Guiné-Conacri) - afropop, kora music
"One For Senegal", Touré Kunda (Senegal) & The Pleb (Itália) - afro-rock, mbalax
"Plus Rien M'Étonne", Tiken Jah Fakoly (Costa do Marfim) - afropop, mandingo, soukous, african reggae
"Tounga", Issa Bagayogo (Mali) - mandig, wassoulou
"Sina Mali, Sina Deni", Khadja Nin (Burundi) - afropop, swahili music
"Mosquito Song", Seun Kuti & Egypt 80 (Nigéria) - afrobeat
"Laax", Omar Pène (Senegal) - mbalax
"Tsy Zanaka Mpanarivo", Jaojoby (Madagáscar) - salegy
"Wadatshulwa", Amadodana Asempumaze (África do Sul) - south african gospel
"Andesy Moramora", Koezy (Madagáscar) - madagascar traditional music
"Senegal Fast Food", Amadou & Mariam (Mali) - afro pop blues
(os dados sobre estes temas podem ser encontrados nos textos das emissões em que foram emitidos)
Jorge Costa